Por que mais dados de marketing nem sempre significam decisões melhores

Por que mais dados de marketing nem sempre significam decisões melhores

Por que mais dados de marketing nem sempre significam decisões melhores

As equipes de marketing nunca tiveram tantos dados.

Existem painéis para tudo.

Tráfego.

Cliques.

Conversões.

Impressões.

Engajamento.

Custo de aquisição de clientes.

Retorno sobre o investimento em anúncios.

Aberturas de e-mails.

Uso do produto.

Valor do cliente ao longo de toda a relação com a empresa.

O problema é que ter mais números não produz automaticamente decisões melhores.

Às vezes, produz mais confusão.

A avalanche de dados

Imagine que um gerente de marketing abra cinco painéis antes do café da manhã.

Um mostra que o tráfego está aumentando.

Outro mostra que o engajamento está caindo.

Um terceiro mostra que as conversões estão estáveis.

A plataforma de anúncios relata um desempenho excelente.

O CRM relata menos leads qualificados.

A equipe de vendas diz que a qualidade dos leads está piorando.

Em qual número a empresa deve acreditar?

O problema não é necessariamente que um sistema esteja errado.

Cada sistema mede uma parte diferente da realidade.

Medir não é o mesmo que entender

Uma métrica mostra o que aconteceu.

Ela não explica automaticamente por que aconteceu.

Por exemplo:

A taxa de conversão caiu 12%.

Isso é uma medição.

Mas a decisão exige uma explicação.

Por quê?

Talvez:

  • Os preços tenham mudado.

  • O público tenha mudado.

  • Os concorrentes tenham lançado uma oferta.

  • O site tenha ficado confuso.

  • Os clientes não tenham encontrado informações importantes.

  • Tenha faltado um recurso essencial.

  • Tenha sido atraído o tráfego errado.

Sem entender a causa por trás do problema, a otimização vira um exercício de suposições.

Comece pela pergunta

Em vez de começar com:

"Que dados temos?"

comece com:

"Que decisão precisamos tomar?"

Por exemplo:

Decisão: devemos mudar nossos preços?

Perguntas relevantes:

  • Como os clientes percebem os preços atuais?

  • Que alternativas eles estão considerando?

  • O que consideram um bom custo-benefício?

  • Quais recursos influenciam sua disposição a pagar?

Pergunta para orientar a decisão: por que as conversões estão caindo?

Perguntas relevantes:

  • Que informações estão faltando?

  • Que objeções os visitantes têm?

  • Que alternativas eles estão avaliando?

  • O que os impede de comprar?

Decisão: devemos desenvolver o recurso X?

Perguntas relevantes:

  • Qual é a importância do problema?

  • Com que frequência ele ocorre?

  • Como os clientes o resolvem hoje?

  • Resolver esse problema mudaria o comportamento deles?

Agora a pesquisa tem um foco claro.

Os dados precisam de contexto

Imagine que você tenha esta métrica:

NPS = 32.

Isso é bom?

Depende.

Bom em comparação com o quê?

Bom para qual grupo de clientes?

Bom em comparação com o trimestre anterior?

Bom em comparação com clientes que entraram em contato com o suporte recentemente?

Uma única métrica agregada pode esconder diferenças importantes.

Analise por segmentos.

Faça perguntas de acompanhamento.

Observe as tendências.

Conecte a métrica a outras evidências.

Combine informações quantitativas e qualitativas

Dados quantitativos são excelentes para medir a dimensão.

Por exemplo:

47% dos participantes selecionaram "preço".

As respostas qualitativas ajudam a explicar o significado.

"Gosto do produto, mas não consigo justificar o custo porque só o uso algumas vezes por mês."

Agora a equipe de marketing entende o problema com mais clareza.

O número mostra o quanto o problema é comum.

O comentário ajuda a explicar o que o problema significa.

Pergunte aos clientes quando o painel deixar de explicar

Uma regra útil é:

Quando seus dados mostram que algo mudou, mas não explicam por quê, pergunte ao cliente.

A conversão caiu?

Pergunte.

A perda de clientes aumentou?

Pergunte.

A adoção de um recurso está baixa?

Pergunte.

A satisfação diminuiu?

Pergunte.

Uma campanha ficou abaixo das expectativas?

Pergunte ao público o que ele esperava.

Use pesquisas como ferramenta de diagnóstico

Nem toda pesquisa precisa ser um grande projeto.

Às vezes, uma única pergunta feita no momento certo é suficiente.

Por exemplo:

Quando um visitante não converte:

O que impediu você de se cadastrar hoje?

Após uma interação com o suporte:

Seu problema foi totalmente resolvido?

Após cancelar:

Qual é o principal motivo pelo qual você decidiu sair?

Após uma compra:

O que convenceu você a nos escolher?

Essas perguntas podem dar contexto aos números que já estão nos seus painéis.

A Enquete pode acrescentar a voz do cliente

A Enquete oferece análise de pesquisas, relatórios de tendências, filtragem de respostas, filtros avançados e cálculo de métricas de experiência do cliente, como NPS, CSAT e CES.

Seus recursos de pesquisas no site também permitem que as empresas coletem feedback no contexto da experiência, em vez de depender totalmente de campanhas de pesquisa separadas.

Isso cria uma divisão útil de tarefas:

A análise de dados mostra o que aconteceu.

As pesquisas ajudam a investigar por quê.

Sua equipe decide o que fazer a seguir.

Não crie um painel maior

Quando uma empresa não entende um problema, o primeiro impulso costuma ser coletar mais dados.

Adicionar outra ferramenta de rastreamento.

Criar outro relatório.

Construir outro painel.

Às vezes, esse é exatamente o passo errado.

Talvez você não precise de outra métrica.

Talvez precise de outra pergunta.

Perguntas melhores valem mais do que mais números

Uma empresa com 100 métricas e nenhuma explicação ainda pode tomar decisões ruins.

Uma empresa que sabe o que precisa aprender e pergunta diretamente aos clientes muitas vezes consegue avançar com muito menos dados.

O objetivo não é maximizar a quantidade de informações que sua equipe de marketing coleta.

É maximizar a quantidade de conhecimento útil que ela consegue transformar em ação.

Escrito pela equipe Enquete.com Especialistas em pesquisas e estudos na Holanda.

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