De quantas respostas precisa o seu inquérito?
Raramente obtém uma resposta de todas as pessoas sobre quem quer saber algo. O cálculo da dimensão da amostra indica quantas respostas completas são suficientes para tirar conclusões sobre todo o grupo, com um nível de precisão que escolhe à partida.
O que significam os três dados
- O nível de confiança é o grau de certeza que pretende. Com 95%, se repetisse o inquérito muitas vezes, cerca de 95 em cada 100 resultados ficariam dentro da sua margem de erro.
- A margem de erro é a precisão de que precisa. Com uma margem de 5%, um resultado de 60% significa que o valor real está muito provavelmente entre 55% e 65%.
- A proporção esperada é a sua melhor estimativa da resposta. Os resultados próximos de 50% são os mais difíceis de determinar, pelo que 50% é a escolha segura quando não tem uma estimativa.
Um exemplo prático
Para 95% de confiança (z = 1,96), uma margem de erro de 5% e uma proporção de 50%: 1,96² × 0,5 × 0,5 ÷ 0,05² = 384,2. Arredondando para cima, precisa de 385 respostas completas.
O que mais influencia o resultado?
A margem de erro tem, de longe, o maior efeito. Reduzi-la para metade, de 5% para 2,5%, quadruplica a amostra necessária. Aumentar o nível de confiança de 95% para 99% aumenta a amostra em cerca de 70%.
E se o meu público for pequeno?
Esta calculadora pressupõe uma população grande e não aplica a correção para populações finitas. Se o grupo que estuda for pequeno, por exemplo algumas centenas ou alguns milhares de pessoas, precisa de menos respostas do que as aqui indicadas. Pode ajustar o resultado por si: divida-o por 1 + (resultado − 1) ÷ dimensão da população. Para uma população de 1.000 pessoas, 385 passa a 278.
Da dimensão da amostra aos convites
A dimensão da amostra é o número de respostas completas, não o número de convites. Nem todas as pessoas convidadas respondem, por isso divida a dimensão da amostra pela taxa de resposta que espera. A calculadora de taxa de resposta ajuda-o a estimá-la.